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Com certeza, todos os dias você fica sabendo de algum caso de roubo e se pega pensando sobre a falta de caráter de algumas pessoas, talvez, até julgue algumas injustamente.

Um caso como este, de pré-julgamento, aconteceu recentemente em um supermercado, causando uma situação bastante desconfortável para uma cliente, a ponto do caso acabar chegando na justiça.

Entenda o ocorrido

Toda a confusão começou quando o segurança de um supermercado desconfiou que uma cliente estava tentando furtar um produto da loja. Para evitar que a consumidora levasse a mercadoria sem efetuar o pagamento, ele a abordou e solicitou que ela abrisse a sua bolsa.

Com a abordagem, no entanto, veio a surpresa: quando a cliente atendeu ao pedido e mostrou o interior da sua bolsa, o segurança não encontrou nada de irregular que pudesse ser caracterizado como furto, muito pelo contrário, todos os objetos que estavam dentro da bolsa eram, de fato, da senhora. 

A situação gerou uma revolta na consumidora, que resolveu levar o caso à justiça. A decisão foi divulgada há poucos meses, decretando o pagamento de uma indenização por danos morais à cliente, que passou pelo constrangimento de ter sido abordada na frente de várias outras pessoas e tido os seus pertences indevidamente revistados.

Segundo o Tribunal de Justiça do Paraná, a decisão foi tomada levando em consideração não apenas a exposição e a revista irregular pela qual a cliente passou, mas também o fato de o segurança abordá-la sem que houvesse qualquer prova comprobatória, apenas uma suspeita infundada.

Para os julgadores do caso, o ocorrido caracteriza-se como uma relação de consumo, uma vez que uma das partes se enquadra no conceito de fornecedor de serviços e, a outra, de consumidor – conforme definido pelos artigos 2° e 3° do Código de Defesa do Consumidor –, o que torna obrigatório que os direitos da cliente sejam assegurados e respeitados. 

Há uma série de situações que podem ser consideradas infratoras perante o Código de Defesa do Consumidor, como esta apresentada acima. Por isso, se você passar por um caso de injustiça e desrespeito em um supermercado ou outro tipo de negócio prestador de serviços, busque a ajuda de um advogado especialista, ele dará todas as instruções sobre como proceder para que os seus direitos sejam assegurados. 

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